08 junho, 2007

Bibliografia do Trabalho

Para a elaboração do trabalho de projecto que o grupo efectuou ao longo do ano, foi necessária uma intensa pesquisa. Seguidamente apresentam-se algumas fontes às quais o grupo recorreu.

youtube.com

O grupo inspirou-se em alguns vídeos presentes neste site, no sentido de elaborar outros, retirando ainda alguns exemplos de vídeos deste site, os quais eram importantes no sentido de ser apoiar as teses do grupo e ainda tornar a aprsentação mais interessante.

wikipedia.pt

No sentido de chegar a muita informação relativa às várias drogas e sua composição, o grupo recorreu com frequência ao site acima indicado, sendo a sua fonte mais importante.

Drogas, por Anita Naïk, Editora Gradiza, 1ª Edição.

A Face Oculta das Drogas, por Maria Isabel Andrade, Porto Editora.

O Mundo dos Drogados, por Suzanne Labin, Lello & Irmãos Editores.

Drogas - Prevenção e Tratamento, por Marta Ana Jezierski e Regina H. Blandy Figueiredo Palma, Ícone Editora.

O grupo realizou ainda entrevistas a utentes do C.A.T. de Pombal, no sentido de obter informação directamente da fonte, de uma forma diferente e extremamente interessante.
Foram ainda realizadas entrevistas a funcionários do C.A.T. de Pombal, também elas ricas em informação para a elaboração do trabalho final.

Palestra Didáctica em Espírito de Tertúlia

Conforme fora anunciado em hora oportuna aconteceu, no passado dia 6 de Junho, no Auditório Dr.ª Gabriela Coelho da Escola Secundária de Pombal, pelas 11h50, a pelestra didáctica organizada pelo grupo F da turma E do 12º ano, subordinada ao tema "Drogas na Adolescência - Razões, Causas, Efeitos". Constituiu o culminar do trabalho de projecto do referido grupo. O grupo endereça os maiores agradecimentos ao Sr. Enf. João Paulo Pereira e à Sra. Enf. Sílvia Dias, ambos do C.A.T. de Pombal, pela sua presença e colaboração na palestra, bem como por todos os conselhos e ajuda que sempre foram oferencendo, de uma forma tremendamente desinteressada. Agredecimentos ainda a todos os alunos e professores que assistiram à dita palestra, esperando que esta lhes tenha agradado.

Atenciosamente,

O Grupo F.

05 junho, 2007

DA DEPENDÊNCIA À LIBERTAÇÃO

Olhos vazios à espera de algo
que ninguém vê.
braços estendidos na ânsia de um gesto
que ninguém faz. Corpo ferido com um fogo oculto
que ninguém descobre.
Água adormecida no fundo do peito
que ninguém enxuga.

Sabores proibidos
alimentados de instantes
eclodindo na fragilidade dos dias.
Ânsias que dilaceram os sentidos
abandonados a um turbilhão de desejos
por cumprir.
Relâmpagos de prazer
nutridos de dor
a cada momento revivida e amaldiçoada.
Gosto amargo
tempo de indiferença
mergulhado em raízes de solidão.

Busca a rocha, o cais,
a mão
que lhe há-de restituir os sonhos
para os ancorar no real
de uma vida partilhada.
Já não colhe no ar
os calafrios do medo
quebrados por lampejos fugazes.
Faz da insegurança a sua força
alojada no oiro da fala
e tecida com os fios da mudança
para novos mundos recriar.

Ascenderam-lhe o sol
onde nasce todos os dias
como uma flor de trigo
prestes a amadurecer.
Com a amizade,
a persistência e a vontade,
abrem-se-lhe planícies e mares
na certeza de que a terra e o céu,
sem o seu respirar não existiria.

Na alma cresceu-lhe uma pérola,
traz esculpido um nome:

ESPERANÇA.

Testemunhos - Causas

Relatório Final de Actividades

Junho de 2007

O presente relatório destina-se a dar conhecimento à professora condutora da disciplina de Área de Projecto da turma E do décimo segundo ano das actividades desenvolvidas pelos alunos do Grupo F, da referida turma, composto pelos alunos:

Bruno Jorge Alves Ramos, nº5;
Michael Steven Freire Lopes, nº21;
Nelson Jesus Rodrigues, nº22;
Pedro Brilhante, nº24;
Rui Gil Silva Gameiro, nº25.

Actividades Desenvolvidas

No presente período, e desde o último relatório elaborado, o grupo levou a cabo uma série de acções no sentido de chegar ao trabalho final da disciplina. Dentro dessas actividades, as seguintes merecem especial relevo: finalização de quaisquer tarefas a desenvolver no âmbito do trabalho a apresentar como trabalho final, contacto e confirmação de convidados a marcar presença na apresentação do trabalho final, organização da apresentação do trabalho final propriamente dito, bem como uma série de visitas a instituições, mais particularmente o C.A.T. de Pombal.

· Finalização de Quaisquer Matéria a Apresentar no Âmbito do Trabalho Final

Visando a apresentação do trabalho final, que decorreu a 6 de Junho de 2007, no Auditório Dr.ª Gabriela Coelho, da Escola Secundária de Pombal, o grupo de trabalho composto pelos elementos acima referidos finalizou uma série de trabalhos, nomeadamente apresentações no formato PowerPoint, pequenos clips vídeo e áudio, trabalhando em conjunto com determinadas pessoas especialistas no tema do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, as quais mais adiante serão referidas. Uma apresentação relativa às causas do início do consumo de drogas foi elaborada, servindo como uma introdução aos convidados que o grupo determinou serem de presença importante, devido aos vastos conhecimentos na área que possuem. Este foi desenvolvido ao longo de várias horas em que os elementos do grupo tiveram oportunidade de se juntar. Contendo, de uma forma sintética, os dados que o grupo determinou serem fundamentais, a dita apresentação foi exibida no dia da apresentação do trabalho final. Outra apresentação foi desenvolvida ao longo das mesmas reuniões, esta visando ser entregue à professora condutora da disciplina, contendo, de uma forma organizada, alguma da informação que o grupo recolheu durante o presente ano lectivo.

Também clips de vídeo e áudio foram construídos pelo grupo, contendo citações e testemunhos de vários indivíduos que passaram e palmilharam caminhos que o grupo procurou retratar, clips esses que foram exibidos no exacto dia em que o produto final foi apresentado. Estes foram elaborados tanto em reuniões que o grupo convocou para o efeito, como nas respectivas casas dos elementos, constituindo trabalho que foi distribuído aos diferentes elementos, a ser feito em momentos em que a disponibilidade para o grupo se reunir eram mínimas.

· Contacto e Confirmação de Entidades a Marcarem Presença na Apresentação Final

O grupo procurou contactar com pessoas envolvidas no meio a retratar no trabalho, recorrendo a duas Instituições: o Centro de Saúde de Pombal e o C.A.T. de Pombal.

Devido a uma série de imprevistos, foi impossível ao Centro de Saúde de Pombal marcar presença na apresentação do trabalho final com algum dos seus profissionais.

Devido a este facto, o grupo recorreu à segunda Instituição referida, o C.A.T. de Pombal, o qual, demonstrou total receptividade a esta iniciativa, à semelhança de visitas prévias que o grupo efectuou, nos períodos anteriores. Dois enfermeiros da Instituição disponibilizaram-se a marcar presença na apresentação, colocando o seu saber à disposição da audiência, o Sr. Enf. João Paulo, com o qual o grupo já tinha estado previamente, e a Sra. Enf. Sílvia. Conforme a pesquisa que o grupo desenvolveu, chegou-se à conclusão que não faria sentido estabelecer uma distinção rígida entre drogas leves e pesadas, tendo o Sr. Enf. João Paulo abordado ambas, indiscriminadamente. A Sra. Enf. Sílvia, como enfermeira efectiva na Instituição referida, tem lidado com inúmeros casos de recuperação de toxicodependentes. Por este facto, tratou este assunto, a recuperação, durante a apresentação, recuperação essa tanto em termos de fármacos como em termos psicológicos e de reinserção social. Ambos se disponibilizaram para tirar quaisquer dúvidas que a assistência levante.

· Organização da Apresentação à Comunidade Escolar do Trabalho Final

Tendo o propósito, desde o início da realização do trabalho, de apresentar o trabalho à comunidade escolar, numa perspectiva lúdica e de prevenção, no presente período o grupo teve de desenvolver esforços no sentido de obter um espaço para a dita apresentação, bem como uma audiência adequada à mesma. A requisição da sala onde o grupo apresentou o trabalho – o Auditório Dr.ª Gabriela Coelho – foi efectuada com a colaboração da professora condutora da disciplina de Área de Projecto.

Posteriormente, o grupo efectuou visitas ao Conselho Executivo da Escola Secundária de Pombal, no sentido de obter o horário de turmas com compatibilidade no mesmo para assistir à apresentação, bem como a aprovação das professoras que estariam com os alunos das ditas turmas a essa mesma hora. Sendo um tema actual e do interesse dos jovens, tal não foi complicado, conseguindo o grupo reunir a concordância de várias professoras de outras tantas turmas.


· Visitas ao C.A.T. de Pombal e Outras Actividades

Como referido acima, o grupo desenvolveu uma série de visitas ao C.A.T. nesta fase final do trabalho, tendo em vista uma estruturação rígida do trabalho final e ainda a tomada de conhecimento, por ambas as partes, do material a apresentar. Para que conste, o grupo visitou a Instituição referida nos dias 17 de Maio, 21 de Maio, 22 de Maio, 24 de Maio, 28 de Maio, 31 de Maio e 1 de Junho, todas as datas do ano de 2007. Para além destas deslocações, o grupo encontrou-se ainda inúmeras vezes ao longo do período, tanto em locais públicos, como a Biblioteca Municipal, como em casas particulares dos elementos. Será ainda pertinente referir que o grupo teve a preocupação de ir actualizando esporadicamente o blog que criou na Internet, contendo este informação recolhida, matéria que o grupo achou pertinente colocar online, bem como os próprios relatórios que foram elaborados ao longo do ano lectivo. Tudo isto se encontra disponível no endereço de Internet http://drogacoisabera.blogspot.com/, para efeitos de consulta.

04 junho, 2007

Palestra Didáctica em Espírito de Tertúlia

No próximo dia 6 de Junho de 2007, pelas 11h50m na Escola Secundária de Pombal, mais precisamente no Auditório Dra. Gabriela Coelho, irá ter lugar uma palestra subordinada ao tema "Drogas na Adolescência - Causas, Razões, Efeitos", que constituirá o culminar do trabalho de projecto que tem vindo a ser desnvolvido pelos alunos Bruno Ramos, Michael Steven Lopes, Nelson Rodrigues, Pedro Brilhante e Rui Gameiro, todos da turma E do 12º ano da escola referida. Abordando sem tabus o sempre polémico tema das drogas, a palestra contará ainda com a presença de dois enfermeiros do C.A.T. de Pombal, o Sr. Enf. João Paulo que abordará o consumo de drogas leves e pesadas, indiscriminadamente, e a Sra. Enf. Sílvia, que irá explicar o modo como se processa a desintoxicação de dependentes de heroína (único tratamento existente para toxicodependentes é relativo a esta droga, as demais apenas requerem apoio pscológico). Ambos estarão disponíveis para responder a questões colocadas pela assistência.

Heroína

"A Heroína ou Diacetilmorfina é uma droga opióide natural ou sintética, produzida e derivada do ópio do bulbo de algumas espécies de papoila/papoula. O consumo regular de heroína causa sempre dependência física, envelhecimento acelerado e danos cerebrais irreversiveis, além de outros problemas de saúde. A heroína é a mais aditiva e perigosa droga recreativa em uso disseminado.

Administração
A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de prazer súbito intenso (denominado "orgasmo abdominal"). A inalação tem vindo a ganhar terreno, numa modalidade denominada "chasing the dragon", com origens orientais, onde a disponibilidade de seringas e agulhas é menor.
Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks") tem vindo a generalizar-se.
A heroína é mais lipofílica do que os outros opióides, e que leva à sua absorção muito mais rápida para o cérebro. A rapidez de efeito é importante para os toxicodependentes, porque proporciona maiores concentrações inicialmente, traduzindo-se em prazer intenso após a injecção ("chuto"). No cérebro ela é imediatamente convertida em morfina por enzimas celulares.
Metabolizada no figado.Ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta: os filhos de consumidoras apresentam malformações aumentadas e profunda dependência.
A heroína é permitida em alguns países (e.g. Reino Unido), sob apertada vigilância, como analgésico de uso hospitalar. Para os demais usos é proibida.
Efeitos a longo prazo e potencial da dependência
Tendência para aumentar a quantidade de heroína auto-administrada, com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a síndrome de abstinência provocada pela falta dela. Desenvolve tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória, analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Não a desenvolvimento para a miose nem para a obstipação. Estes efeitos, junto com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas dos consumidores crónicos. Há alguma imunossupressão com maior risco de infecções, principalmente aquelas introduzidas pelas agulhas partilhadas (SIDA/AIDS, Hepatite B) ou por bactérias através da pele quebrada pela agulha. A sindrome de privação pode levar à cegueira, dores, epilepsia, enfarte do miocárdio ou AVCs potencialmente fatais. A longo prazo leva sempre a lesões cerebrais extensas, claramente visiveis macroscopica e microscopicamente em autópsia.
Existe tolerância cruzada entre todos os agonistas opióides, facto que se aproveita para os tratamentos de desintoxicação e desabituação.
Enquanto droga de abuso
Produz euforia e bem estar, mas a sua acção necessita de doses cada vez maiores para se manter ao mesmo nível -fenómeno de tolerância.
É consumida pela injecção intravenosa com agulha. Esta forma de consumo leva a uma rápida subida das concentrações sanguineas, e resulta numa acção inicial muito mais forte de satisfação intensa, seguida de um plateau de acção mais moderada e cada vez mais fraca.
A tolerância leva o consumidor recreativo a consumir doses cada vez maiores. Estas provocam alterações bioquimicas temporárias ou permanentes no cérebro. Julga-se que a produção ou sensibilidade às endorfinas e encefalinas, opióides naturais no ser humano, é reduzida, e o individuo passa a necessitar de doses de opióide exogeno cada vez maiores apenas para se sentir normal. Quase todos os efeitos do opióide manifestam tolerância, logo um consumidor de altas doses injecta quantidades de heroína que seriam mortais para um não consumidor devido à paragem respiratória. O consumo de heroína leva à dependência fisica e psicológica.
Produz dependência física (universal) e psicológica (subjectiva). A dependência física surge 6-10 horas depois da última dose e caracteriza-se por síndrome do "peru molhado": caracteriza-se por tremores, erecção dos pêlos ("pele de galinha"), priapismo (erecção do pénis continuada e dolorosa com danos no orgão), suores abundantes, lacrimejamento, rinorreia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia (falta de apetite), dores musculares, hostilidade, vómitos e diarreia. Um sinal importante é a miose (constrição da pupila do olho), já que não ocorre com outras drogas (é muito mais frequente a dilatação (midríase)). Há hipertensão arterial com risco de cegueira, enfartes, paralise ou ataques epilépticos. Estes sinais só desaparecem com a administração de um opióide, geralmente de forma instantânea, e são máximos após 2-3 dias, depois do qual desaparecem gradualmente até ao 5º dia. O sofrimento do toxicodependente é considerável. É apenas possivel para o consumidor crónico parar de consumir opióides evitando o síndrome de privação se houver consumo cada vez de doses apenas um pouco menores do fármaco, sem nunca aumentar a quantidade.
A dependência psicológica é subjectiva e é devido à memória do prazer sentido em administrações passadas, e caracteriza-se por um desejo forte, por vezes violento, de consumir a droga."

In wikipedia.org

Cocaína




"A Cocaína é uma droga alcalóide estimulante altamente viciante. É extraída da folha da coca. O seu consumo crónico leva a grande aceleração do envelhecimento e profundos danos cerebrais irreversiveis, entre outros problemas de saúde.




Efeitos


Há efeitos imediatos, que ocorrem sempre após uma dose moderada; efeitos com grande dose; efeitos no consumidor crónico, a longo prazo.
A cocaína pode causar malformações e atrofia do cérebro e malformações dos membros na criança se usada durante a gravidez. Ela pode ser detectada nos cabelos durante muito tempo após consumo, e o seu uso pela mãe é comprovado desta forma em bebés.


Efeitos Imediatos


Muitos efeitos devem-se à estimulação dos sistemas simpático e dopaminérgicos diretamente. A cocaína causa danos cerebrais microscópicos significativos com cada dose. Com o início do consumo regular os danos tornam-se irreversíveis. Os seus efeitos imediatos duram 30-40 minutos. No sistema nervoso central: Euforia, sensação de poder, ausência de medo e ansiedade, agressividade, excitação física, mental e sexual,anorexia (perda do apetite), insônias, delírios, cardiovasculares, aumento da força e frequência cardíacas, palpitações (sensação do coração a bater rápido contra o peito), hipertensão arterial, vasoconstrição Outras: Urgência de urinação, tremores, midríase: dilatação da pupila, hiperglicemia, saliva grossa. Uma observação que após o uso da cocaína, a pessoa fica um pouco entorpecida, no caso, descendo o amargo na garganta (inalada). Os sintomas nesse caso deixa a pessoa calada e pensa em diversas coisas, neste caso pode ocorrer impotência sexual. Este efeito seria o que da o prazer-imediato da droga, porém como o Crack, este efeito dura pouco. Fazendo após este efeito imediato a pessoa, fica ligada e falante.


Efeitos em altas doses


Convulsões e depressão neuronal ocorrem com doses mais altas. No entanto, a dose exata que vai causar um tipo de efeito mas não outro em um indivíduo, é indeterminável. Alucinações Paranóia geralmente reversível Taquicardia: s. simpático. Convulsões. Depressão do centro neuronal respiratório. Coma. Morte. Depressão vasomotora.
As overdoses de cocaína são rapidamente fatais. Caracterizam-se por arritmias cardíacas, convulsões epilépticas generalizadas e depressão respiratória com asfixia. Se a morte não ocorrer em até 3 horas após o início dos sintomas, o doente deverá se recuperar, demorando algum tempo para que isso ocorra.


Efeitos a longo prazo


A cocaína apresenta fenómeno de tolerância bem definido e de estabelecimento rápido. Para obter os mesmos efeitos o consumidor tem de usar doses cada vez maiores. Provoca danos cerebrais extensos ao fim de apenas alguns anos de consumo.
A cocaína não tem síndrome físico bem delimitado (como por exemplo o da heroína), no entanto os efeitos da sua privação não são subjectivos. Após consumo de apenas alguns dias, há universalmente: depressão, muitas vezes profunda, disforia (ansiedade e mal estar), deterioração das funções motoras, elevada perda da capacidade de aprendizagem, com perda de comportamentos aprendidos. O síndrome psicológico da cocaína é extremamente poderoso. Está comprovado em estudos epidemiológicos que a cocaína é muito mais viciante que a cannabis, o álcool ou o tabaco.
A longo prazo (alguns anos) ocorrem invariavelmente múltiplas hemorragias cerebrais com morte extensa de neurónios e perda progressiva das funções intelectuais superiores. são comuns síndromes psiquiátricos como esquizofrenia e depressão profunda unipolar."


In wikipedia.org




Metilenodioximetanfetamina


"O MDMA (metilenedioximetamfetamina), mais conhecido por ecstasy, é uma droga moderna sintetizada (feita em laboratório), neurotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial do consumidor e grande perda de líquidos. As alterações ao nível do tacto promovem o contacto físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa.
É vendido sob a forma de comprimidos e ocasionalmente em cápsulas. Embora estudos mostrem que a neurotoxicidade do ecstasy não cause danos permanentes em doses recreativas, ainda suspeita-se que o consumo de ecstasy cause tais danos a cada dose, e perigo de desenvolvimento de doenças psicóticas (e.g. esquizofrenia). Os estudos a respeito do ecstasy em humanos são pouco difundidos por questões legais que proíbem ministrar doses de MDMA para humanos.


História


O registo da patente do MDMA foi pedido a 24 de Dezembro de 1912 pela empresa farmacêutica Merck, após ter sido sintetizada para a empresa, pelo químico alemão Anton Köllisch em Darmstadt nesse mesmo ano. [1][2] A patente foi aceita em 1914, e quando Anton Köllisch morreu em 1916, este ainda não sabia do impacto que o MDMA teria.
O MDMA foi sintetizado com a finalidade de ser usado como um redutor do apetite, mas nunca foi usado com essa finalidade [3]. Em 1960, foi redescoberto, sendo indicado como elevador do estado de ânimo e complemento nas psicoterapias. O uso recreativo surgiu em 1970 nos EUA. Em 1977, foi proibido no Reino Unido e em 1985 nos EUA. O uso do ecstasy concentra-se nas boates, casas noturnas e em festas Rave.


Experiência


Dependendo da quantidade ingerida, o MDMA demora tipicamente 30-60 minutos a surtir efeito. Ao contrário de outros psicoactivos, o efeito do MDMA é muito rápido: muitas vezes quando o consumidor se apercebe que os efeitos estão a surgir, já estes se encontram muito próximos do pico. A quantidade de MDMA em cada comprimido varia, em média, entre 30 e 100 mg, dependendo da pureza da sua composição e da tolerância do consumidor.
A duração do efeito é de cerca de 3 a 4 horas, quando ingerido oralmente, podendo ter duração de até 06 horas. Existe, porém, um período de tempo acrescido associado ao declínio dos efeitos primários em que o consumidor tem a percepção da persistência dos efeitos, embora não possam ser considerados a verdadeira experiência, isto é, os efeitos primários. Neste período ocorrem freqüentemente insónias (devido ao estado de agitação), coceiras, reaçoes musculares como espasmos involuntários, espasmos do maxilar, dor de cabeça,visão turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados de vários membros principalmente braços e pernas.
Durante o período de intensidade do ecstasy podem surgir circunstâncias perigosas: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia. Estes sintomas são frequentemente ignorados pelo consumidor devido ao estado de despreocupação e bem-estar provocados pela droga, o que pode ocasionar exaustão, convulsões e mesmo a morte. Assim, tornou-se frequente ver os consumidores em raves e clubes de dança dotados de garrafas de água ou bebidas energéticas. Quando ingerido com bebidas alcoolicas pode ocasionar num choque cardiorrespiratório levando ao óbito.
Em termos de efeitos secundários, o MDMA provoca frequentemente variações de humor nos dias seguintes; alguns indivíduos registram períodos depressivos. Alguns indivíduos também registram a ocorrência de erupções cutâneas (espinhas) no rosto nos dias subsequentes ao uso.
Também pode acarretar perda de memória parcial para usuários muito freqüentes; essa perda de memória é reversível, caso a pessoa pare de consumir a substância por alguns meses. Imediatamente à cessação dos efeitos primários, prevalece também a falta de apetite o que deve ser activamente combatido para repor a energia gasta durante as baladas.
O relato de um usuário acerca dos efeitos da droga descreve inicialmente uma sensação de tontura semelhante a de embriaguez. Essa sensação é a primeira manifestação da droga. Em seguida perde-se a sensação de peso do corpo, e sente-se como se estivesse flutuando. A partir daí todos ao seu redor parecem amigos, e sente-se uma forte atração física por todos. Cerca de 20 minutos após a manifestação inicial, começam formigamentos que, segundo relatos, se assemelham a repetitivos orgasmos por todo o corpo. Os efeitos da droga ficam oscilando entre momentos com fortes efeitos, e momentos em que os efeitos passam. Dependendo da quantidade que foi ingerida, quando os efeitos passarem o indivíduo vai se sentir desanimado, querendo "voltar pra casa". Ao deitar, os sintomas causados pela febre alta vão dificultar o adormecimento, e serão horas de tremores, suor frio intenso e náuseas, acompanhados de pensamentos frenéticos e irritação causada pela alta sensibilidade dos sentidos.
Por agir no Sistema Nervoso Central, mais especificamente no Sistema Serotonérgico o humor pode tornar-se instável após o consumo da substância. Portanto recomenda-se nos dias após a experiência o consumo de alimentos que induzem a liberação de serotonina (como o chocolate e o abacaxi) e também alimentos ricos em triptofano (precursor da serotonina).
Não é aconselhável a mistura do Ecstasy com outras substâncias. Para minimizar possíveis efeitos colaterais do Ecstasy aconselha-se o consumo de anti-oxidantes (vitaminas B2, B6, B12, C,etc...) alguns dias antes do consumo da substância. Devido à alta neurotoxicidade também é importante dar um intervalo entre um consumo e outro (o ideal seriam cerca de 6 meses) e evitar consumir grandes quantidades (no máximo um a dois comprimidos por evento).
Atualmente a droga pode conter diversos elementos ainda mais prejudiciais além dos descritos, MDA (possui mais efeitos negativos que o MDMA), anfetaminas, Ketamina."

In wikipedia.org

Cannabis

"Cannabis é o género botânico de algumas plantas, das quais a mais famosa é a Cannabis sativa, da qual se produz o haxixe e a maconha. Além desta, são também conhecidas a Cannabis indica e a Cannabis ruderalis, sendo esta última, com muito menor quantidade de THC (6,9-Tetra-hidro-canabinol - principal princípio psico-ativo da Cannabis), cultivada em países com a China e Canadá para a produção de cânhamo, utilizado na indústria têxtil.
O cultivo da C. sativa é ilegal em quase todo o mundo. Nos Países Baixos a venda de pequenas quantidades desta espécie é tolerada em estabelecimentos comerciais denominados "coffee shops", onde o consumo é também permitido. No Brasil está disponível nas "Bocas de Fumo", mas seu consumo é proibido. Várias empresas trabalham para o melhoramento genético, não por engenharia genética como muitas vezes é afirmado, mas através de sucessivos cruzamentos e selecção de diferentes variedades da planta.
A Cannabis indica diferencia-se da Cannabis sativa por ser mais rasteira, além de produzir mais resina rica em alcalóides que induzem ao relaxamento muscular e sedativo, enquanto a Cannabis sativa tem menos resina e uma combinação de substâncias activas que proporcionam um efeito menos sedativo e mais eufórico. Na Europa, Estados Unidos e Canadá, a Cannabis sativa e as espécies indica/ruderalis têm sido entrecruzadas desde os anos setenta, dando origem às chamadas variedades híbridas, dentre as quais o skunk é talvez a mais famosa. No Brasil, a Cannabis sativa é predominante já que se adapta perfeitamente a climas tropicais.
Alguns estudos defendem que o uso da cannabis provoca perda de concentração e memória a longo prazo (mais de 15 anos de uso, todos os dias, diminuiu essas aptidões em cerca de 2 a 3%).
A cannabis, além de conter o THC, foi utilizada durante milênios como planta medicinal, além de fornecer fibras e celulose para a indústria de tecidos e papel (industrialmente, a cannabis é mais conhecida como cânhamo).
Uso Comercial
A Cannabis produz uma fibra extremamente forte que é usada na fabricação de linhas e papel. De suas sementes extrai-se um óleo que pode ser usado como combustível. Além disso, suas flores e sementes podem ser utilizadas em comidas variadas. Portanto tem um grande potencial comercial, explorado em alguns países.
No Egito Antigo esta erva era utilizada como uma espécie de papel."
In wikipedia.org